| POR-DO-SOL EM ROMA |
sábado, 22 de outubro de 2011
Roma - chegada
Deixando Jerusalém
Descansadas, descemos algumas horas mais tarde, para um café da manhã sem correrias apesar de mais simples, estávamos em pleno shabbat e facilidades como cafeteiras, torradeiras e grill estavam fora de cogitação mas havia uma variedade enorme de frutas, iogurtes, mel, pães e biscoitos embalados, filled the gap...Aliás, nesse hotel comi a melhor coalhada da minha vida e eu nem gosto muito, mas parecia um creme, feita com leite gordo e sem a acidez costumeira, resultado, comi demais e quase perdi o passeio ao Rio Jordão pois passei a madrugada no banheiro...
Ainda tínhamos algumas horas pela frente antes da chegada do ônibus, pouco tempo entretanto para ver algo mais de Jerusalém, além do que, é uma cidade grande e sem guia, corríamos o risco de nos perder, ficamos então perambulando pelo hotel até que finalmente chegou o ônibus e qual não foi nossa surpresa, por serem apenas dez passageiros, a empresa mandara um microônibus esquecendo que tínhamos bagagem de 15 dias! A grita foi geral, como fazer?
Na confusão que se formou, sobrou para mim, única pessoa do grupo a falar inglês e que podia portanto comunicar-se com os funcionários do hotel e com o motorista. Queriam que deixássemos a bagagem no hotel para virem buscar depois. "Tá sem perigo", disse eu, e fiquei para trás junto com um dos companheiros de viagem que se ofereceu para ajudar e lá ficamos nós, sentados na escadaria, no meio daquelas malas todas, por quase duas horas até que mandaram um carro maior que nos levou, junto com a bagagem, para o aeroporto de Tel Aviv onde o restante do grupo nos aguardava já um tanto aflito, estavam chamando o nosso voo! E ainda tinha o lance que precisávamos estar todos juntos para que um "facilitador" passasse as malas sem serem revistadas...
Depois de muitas marchas e contra-marchas, embarcamos para Madrid, para um dos maiores e mais confusos aeroportos que conheço, Barajas, e onde estaríamos por nossa conta para encontrar o terminal certo e pegar o avião que nos levaria para Roma. Graças a Deus conseguimos e depois de pouco mais de duas horas, desembarcamos no aeroporto de Fiumicino.
Fim de festa...
Pois é, para muitos dos componentes do nosso grupo, aproximava-se a hora de retornar ao Brasil. Lena, eu e mais oito pessoas, optáramos pela extensão da excursão que nos levaria à Roma, portanto, ainda naquela noite, tivemos o jantar de despedida e ficamos até tarde no saguão do hotel para o "bota-fora": fotos, troca de endereços e e-mail. Como o ônibus que os levaria ao aeroporto só viria à 1:00 da matina, acabamos por nos recolher antes da saída para uma merecida noite de sono pois não precisaríamos levantar cedo pela primeira vez em muitos dias! Era hora também de relembrar fatos que nos fizeram rir muito como quando numa das vezes que precisamos sair do hotel ainda escuro, seja pela distância do local a ser visitado, seja para evitar as filas sempre muito grandes, duas das companheiras que dividiam um quarto, nos propiciaram momentos de muita risada: uma delas, curtindo uma gripe "daquelas" dormia a sono solto quando foi despertada pela outra que a sacudia dizendo "estamos atrasadas, vamos perder o ônibus" ao que a pobre, a muito custo, arrastou-se para o banheiro e depois, já prontas, desceram para o saguão do hotel para encontrá-lo totalmente vazio e às escuras o que imediatamente levou-as a concluir que o ônibus havia partido sem elas. Apenas uma luzinha no balcão mostrava que havia alguém do hotel acordado e por ele ficaram sabendo que ainda eram 3 horas da matina!!! Meio aborrecida, a que estava gripada pediu a chave do quarto, um cartão magnético. em poder da companheira que decidira ficar por ali para fumar. E lá foi ela, pisando duro, para retornar minutos depois, literalmente soltando fumacinha pelo nariz, a "chave" era do hotel anterior e ela, perdendo a estribeira perguntou: "qual é, cheirou coca?" Isso nos foi relatado obviamente pela que jurava ter ouvido o telefone chamar para despertá-las, a pobre doente, tava completamente arriada no fundo do banco e só levantou a cabeça para lançar um olhar que reduziria a pó qualquer mortal! Claro que foi uma risada só!!!
Ao nosso grupo tinham-se juntado duas senhoras, mãe e filha, sendo que a mãe tinha mais de 80 anos, que fariam o último trecho da viagem conosco. Muito alinhadas, as duas apareceram para o café, com roupas não muito adequadas para o poeirão que pegaríamos em Massada. A filha, preocupada com o bem-estar da senhora, andava à volta dela com tanta solicitude que a fez pedir que a deixasse em paz e fosse procurar um marido e depois que não iria ao museu pois não a deixariam sair, hilário, pois as duas foram sozinhas, de táxi, para a Jordânia, póoode?
E foi nesse clima de muita camaradagem e alegria que nos despedimos dos nossos companheiros de tantos dias de viagem!
Foi muito bom conhecer tantas pessoas diferentes, algumas, excelentes companheiras de viagem, topando qualquer "parada" e não levando a sério as brincadeiras.
Cabe aqui ressaltar o profissionalismo do nosso guia brasileiro, Mario, sempre prestimoso e incansável no atendimento às várias solicitações como também um agradecimento especial ao nosso guia em Israel, Uri e ao motorista Khalil, sempre solícitos e dispostos a aturar aquele bando irrequieto.
Foi muito bom conhecer tantas pessoas diferentes, algumas, excelentes companheiras de viagem, topando qualquer "parada" e não levando a sério as brincadeiras.
| MARIO,URI,KHALIL |
Cabe aqui ressaltar o profissionalismo do nosso guia brasileiro, Mario, sempre prestimoso e incansável no atendimento às várias solicitações como também um agradecimento especial ao nosso guia em Israel, Uri e ao motorista Khalil, sempre solícitos e dispostos a aturar aquele bando irrequieto.
Mar Morto
Com uma superfície de aproximadamente 1050 km2, 80 km de comprimento e 18 km de largura, o Mar Morto é alimentado pelo Rio Jordão e banha a Jordânia, Israel e a Cisjordânia.
A grande quantidade de sal por ele apresentada, é dez vezes superior à dos demais oceanos, sendo então muito escassa a vida em suas águas já que qualquer peixe que seja transportado pelo Rio Jordão, morre imediatamente, assim que desagua neste lago de água salgada. Em termos de concentração, o teor de sal no Mar Morto é de 30 a 35 g de sal por 100ml de água. Essa grande quantidade de sal aumenta sua flutuabilidade.
Depois de visitar Massada, descemos para tomar banho no Mar Morto. Imperdível! A gente bóia como rolha e não é muito fácil sair da água que é viscosa como óleo saturado. O fundo é uma lama preta, grudenta mas todos fizeram questão de cobrir o corpo com ela por suas propriedades terapêuticas. Fomos avisados para não colocar a mão nos olhos ou engolir água, o ardor é intenso e a ingestão, mesmo acidental, provoca vômito. Dei o azar de levar um baita tombo ainda na areia, esfolei os joelhos, o queixo e sujei a boca. Além do "mico", ardeu pra burro quando entrei na água e meus lábios incharam pois tentei limpá-los com a mão molhada, damn, damn, damn...Depois, uma chuveirada refrescante para tirar a lama e o sal do corpo. Valeu!!!
Massada
| DESERTO DA JUDÉIA |
| "A COBRA" |
O Rei Herodes – governador de Israel que se curvava aos romanos – construiu uma elaborada fortaleza sobre o topo desta montanha, incluindo espaçosos palácios, luxuosas casas de banho, depósitos bem estocados e doze enormes cisternas. Embora ele tenha construído a fortaleza por medo (ou paranóia) do Egito, ela lhe servia também como local de descanso.
Anos depois, Massada tornou-se um refúgio para os judeus zelotes que resistiam ao domínio romano. Eram liderados por Elazar ben Ya’ir. Após a conquista de Jerusalém e a destruição do Segundo Templo, mais judeus juntaram-se ao grupo. Eles resistiram aos esforços romanos para desalojá-los e usaram Massada como sua base para ataques (contra os romanos e contra facções judaicas inimigas). Com os alimentos perfeitamente preservados que Herodes tinha em estoque, bem como a água das cisternas, eles puderam resistir indefinidamente.
O governador romano Flavius Silva decidiu eliminar de uma vez este posto de resistência. As 15.000 pessoas do acampamento romano, que incluíam a Décima Legião Romana e os prisioneiros de guerra judeus, se prepararam para um longo cerco contra os 1.000 homens, mulheres e crianças na montanha.
Após falhar em romper a muralha pelo lado leste, eles construíram uma longa e ampla rampa de ataque contra o lado oeste, usando milhares de toneladas de pedras e terra. Então, usando um aríete de ataque, quebraram a parede de pedra da fortaleza. Os defensores tinham construído outra parede que os romanos não conseguiram romper com o aríete porque era mole e recuava com os golpes. Os romanos destruíram esta parede com fogo, e planejaram entrar no dia seguinte.
Naquela noite, Elazar reuniu todos e falou com eles. Decidiram morrer para não cair nas mãos dos romanos. Cada homem matou a própria esposa e filhos, então fizeram sorteios e se mataram entre si até que o último homem ateou fogo ao próprio corpo e morreu.
Pela manhã, os romanos entraram na fortaleza e encontraram apenas cadáveres.
Duas mulheres e cinco crianças tinham sobrevivido ao suicídio em massa escondendo-se numa cisterna, e foi assim que a história se tornou conhecida ao historiador Josephus, que a registrou. Josephus é a única fonte importante de informação sobre Massada. Desde que o cerco a Massada foi identificado em 1838, descobertas e escavações têm ocorrido regularmente. O Parque Nacional de Massada foi aberto em 1966. (Fonte: Wikipedia, a enciclopédia livre)
| Venho utilizando a Wikipedia como fonte em várias postagens pois a memória não ajuda e já faz tempo que visitei o Oriente Médio. Embora não pretenda conferir um caráter didático ao meu blog, tem sido muito bom pesquisar a respeito de tantos lugares visitados. |
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Via Dolorosa
A visita mais esperada era à Via Dolorosa e para lá nos dirigimos cheios de emoção.
Via Dolorosa é uma rua na cidade velha de Jerusalém, que começa na Porta de Santo Estêvão e percorre a parte ocidental da cidade velha de Jerusalém, terminando na Igreja do Santo Sepulcro.
De acordo com a tradição cristã, foi por este caminho que Jesus Cristo carregou a cruz. A rua possui nove das catorze estações da cruz. As cinco últimas estações estão no interior da Igreja do Santo Sepulcro. Entretanto, é impossível que Jesus tenha passado por ela, já que a rua não existia antes de um século após sua morte.
| ENCONTRO DE JESUS COM AS MULHERES DE JERUSALÉM |
As estações da cruz
- Primeira estação
A primeira estação encontra-se junto ao Mosteiro da Flagelação e lembra o sofrimento de Jesus ao ser chicoteado por seus algozes.
- Segunda estação
A segunda estação encontra-se próxima dos restos de uma construção romana, conhecida hoje em dia por Arco do Hecce Homo em memória das palavras de Pôncio Pilatos quando mostra Jesus Cristo à multidão.
- Terceira estação
A terceira estação lembra a primeira queda de Jesus Cristo. Hoje em dia, o local tradicional está marcado por uma pequena capela pertencente ao Patriarcado Armênio de Jerusalém.
- Quarta estação
O encontro entre Jesus e sua Mãe. Atualmente, no local existe um pequeno oratório.
Quinta estação
Sobre uma porta existe um inscrição que lembra o encontro entre Jesus Cristo e Simão Cireneu a quem os romanos ordenam que carregue a cruz de Cristo até o Gólgota.
- Sexta estação
O encontro entre Jesus e Verônica, quando esta limpa a sua face com um tecido que fica com as suas feições, assinalado por uma igreja pertencente ao rito greco-católico
- Sétima estação
A sétima estação assinala a segunda queda de Jesus. Uma coluna na esquina da Via Dolorosa com a Rua do Mercado marca o fato.
- Oitava estação
O encontro de Jesus com as mulheres de Jerusalém. O local é assinalado por uma cruz enegrecida pelo tempo, esculpida na parede de um mosteiro ortodoxo.
- Nona estação
A terceira queda de Jesus. O local está assinalado por uma coluna da era romana, à entrada de um mosteiro copta.
Toda antecipação e emoção de pisar o solo que Jesus supostamente percorreu se foi ao depararmos com ruas repletas de lojas, comerciantes literalmente nos arrastando na ânsia de vender e o guia, implacável, tomando a dianteira e impedindo-nos de parar para as compras! Buzinas impacientes faziam-se ouvir e o barulho ensurdecedor dos tuck-tucks e motos quase nos enlouqueceu. Chovia e acabamos por nos perder na multidão, por sorte, nosso guia brasileiro estava conosco. O espírito de devoção evaporou e mal tivemos tempo de parar nas Estações da Via Sacra, provavelmente por isso, ficou uma sensação de irrealidade, como se jamais tivéssemos estado por lá, daí talvez o porquê de ter falado tão pouco sobre essa viagem! Como em toda excursão, é tudo muito corrido, oferecem quantidade em detrimento da qualidade. Seria preferível visitarmos menos locais, para ficar mais tempo nos realmente importantes.
Toda antecipação e emoção de pisar o solo que Jesus supostamente percorreu se foi ao depararmos com ruas repletas de lojas, comerciantes literalmente nos arrastando na ânsia de vender e o guia, implacável, tomando a dianteira e impedindo-nos de parar para as compras! Buzinas impacientes faziam-se ouvir e o barulho ensurdecedor dos tuck-tucks e motos quase nos enlouqueceu. Chovia e acabamos por nos perder na multidão, por sorte, nosso guia brasileiro estava conosco. O espírito de devoção evaporou e mal tivemos tempo de parar nas Estações da Via Sacra, provavelmente por isso, ficou uma sensação de irrealidade, como se jamais tivéssemos estado por lá, daí talvez o porquê de ter falado tão pouco sobre essa viagem! Como em toda excursão, é tudo muito corrido, oferecem quantidade em detrimento da qualidade. Seria preferível visitarmos menos locais, para ficar mais tempo nos realmente importantes.
Finalmente, Jerusalém!
| JERUSALÉM |
| MESQUITA AL-AQSA |
Ficamos num hotel maravilhoso, enorme, com quartos confortáveis e refeições fartas, muito bom!
No dia seguinte fomos visitar o Muro das Lamentações que é o lugar mais sagrado e venerado pelo povo judeu por tratar-se da única relíquia do último templo. O Muro Ocidental é uma pequena parte da muralha que Herodes construiu no ano 20 a.C., em redor do segundo Grande Templo. No ano 70, quando da destruição da cidade por Tito, este deixou de pé esta parte da muralha com seus enormes blocos de pedra, a fim de mostrar, às gerações futuras, a grandeza dos soldados romanos que foram capazes de destruir o resto da edificação. Durante o período romano não era permitida, aos judeus, a entrada em Jerusalém. Entretanto, durante o período bizantino, lhes foi permitido entrar, uma vez por ano, no aniversário da destruição, quando lamentavam a dispersão de seu povo e choravam sobre as ruínas do Templo. Daí o nome: Muro das Lamentações. O costume de orar junto ao Muro continuou durante o decorrer dos séculos. Entre 1948 e 1967 o acesso ao Muro foi novamente proibido aos judeus, já que ele se encontrava na parte jordaniana da cidade dividida. Depois da Guerra dos Seis Dias, o Muro das Lamentações converteu-se em um lugar de jubilo nacional e de culto religioso.
| MURO DAS LAMENTAÇÕES |
Visitamos também a Mesquita da Ascenção, a Igreja Ortodoxa Russa, onde segundo os gregos, Maria está enterrada e a Igreja Católica onde segundo a tradição, Maria adormeceu e foi elevada aos Céus.
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